Quais vantagens de se utilizar um espéculo descartável para coleta de citopatológico?

As principais vantagens do uso do espéculo vaginal descartável é eliminar a possibilidade de contaminação e dispensar os altos gastos com esterilizações. Quando se utiliza o espéculo metálico, ele deve ser obrigatoriamente esterilizado após o uso.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o produto médico-hospitalar descartável, ou de uso único, é definido como o dispositivo que, após a sua utilização, perde as características originais ou que, em função de outros riscos reais ou potenciais à saúde do usuário não deve ser reutilizado.
Segundo a consulta pública número 98 de dezembro de 2001, proposta pela ANVISA, os produtos médico-hospitalares de uso único são utensílios médicos, odontológicos e laboratoriais destinados a ser usado na prevenção, diagnóstico, terapia, reabilitação ou anticoncepção que somente podem ser utilizados uma única vez. Estes não podem ser reprocessados em todo o território nacional e devem conter em seu rótulo a nomeação de “uso único” e a informação de que seu reprocessamento é proibido.
Quando se utiliza o espéculo vaginal de metal, para podermos reutilizá-lo novamente é necessário que seja realizado o processo de limpeza, desinfecção, esterilização, preparo, embalagem, rotulagem, controle de qualidade, quanto a integridade física e análise residual do agente esterilizante, conforme legislação vigente, o que acarreta tempo, custo e que tenhamos um funcionário para executar estas tarefas.
O que podemos constatar em relação a estes dois materiais é o custo-beneficio em relação a procedimentos de reesterilização do espéculo de metal e devido aos valores monetários que ambos possuem, para ilustrar, o espéculo vaginal descartável está na faixa de R$ 0,20 a 0,85 a unidade enquanto o espéculo vaginal de metal está em torno de R$ 35,00 a unidade.
Segundo opinião de especialistas algumas pacientes relatam que o espéculo vaginal descartável oferece maior conforto durante o exame ginecológico.

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Bibliografia Selecionada

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Consulta Pública n. 98, de 6 de dezembro de 2001. Dispõe sobre produtos médicos de uso único e o reprocessamento do grupo de produtos médicohospitalares que especifica e dá outras providência [Internet]. Brasília, DF: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; 2001 [citado 2009 Jul 3]. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP%5B2731-1-0%5D.PDF
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Divisão Nacional de Vigilância Sanitária de Medicamentos. Portaria n. 04, de 12 de fevereiro de 1986. Artigo médico hospitalares [Internet]. Diário Oficial da Republica Federativa do Brasil, Brasília (DF); 1986 Fev 12 [citado 2009 Jul 1]. Disponível em: http://www.biossegurancalaboratorial.com.br/files/portaria3.pdf