Qual a conduta em caso de candidíase de repetição em idosas sem comorbidades?

A candidíase vulvovaginal recorrente (quatro ou mais episódios sintomáticos em um ano) afeta cerca de 5% das mulheres em idade reprodutiva, porém é menos prevalente em idosas, o que justificaria uma investigação mais aprofundada, sobretudo pensando em neoplasias(1).

Mesmo que exista uma aparente ausência de comorbidades, deve-se buscar outras alterações que podem provocar leucorréia nesta faixa etária, sobretudo por haver risco aumentado de neoplasias, bem como causas sistêmicas predisponentes, tais como diabetes mellitus, infecção por vírus, uso de corticoide sistêmico e imunossupressão(2).

Para candidíase vulvovaginal recorrente (definida como> 4 episódios sintomáticos dentro de 1 ano), trate inicialmente com “azol” tópico ou oral por 10 a 14 dias, seguido de terapia supressora usando fluconazol 150 mg por via oral em dose única semanalmente por 6 meses(1). SOF Relacionada: Nucleo de Telessaúde de Santa Catarina. BVS APS.  Segunda opinião formativa – SOF. Quais os tratamentos disponíveis para candidíase vulvovaginal recorrente? id.4652 [internet]. 2010 Jul 06 [citado 2019 Mar 03]. Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/quais-sao-os-tratamentos-disponiveis-para-candidiase-vulvovaginal-recorrente/ Atributos da APS Orientação familiar:  O profissional de saúde da família deve estar atento às implicações familiares, como casos de violência doméstica e outros impactos sobre o relacionamento entre parceiras sexuais, até relativamente comuns, quando uma infecção endógena ou iatrogênica é erroneamente rotulada como uma IST(3).