Qual a conduta em casos de rubor local pós-vacinação antirrábica?

Dever ser realizada avaliação clínica, tratamento com analgésico e/ou compressas frias no local, se necessário. Não há contraindicação para doses subsequentes(1).

O vírus da raiva (RABV) pertence à família Rhabdoviridae do gênero Lyssavirus é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal, com evolução rápida para o sistema nervoso central com manifestações clínicas desde ansiedade, dores radiculares, disestesia ou prurido, hidrofobia e disautonomia; alguns pacientes podem apresentar paralisia, sendo que a doença quase que invariavelmente evolui para a morte. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmití-la(2,3). De acordo com o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, a vacina antirrábica causa poucos eventos adversos e, na grande maioria, são eventos de gravidade leve a moderada(1). Pode causar dor, coceira, edema, rigidez local e pápulas urticariformes em 15% a 25% dos vacinados. Outras reações locais descritas são: abscesso no local da injeção, inchaço dos gânglios linfáticos, aumento da sensibilidade e vermelhidão local. Em geral, tais manifestações têm início na primeira semana após a aplicação e evoluem satisfatoriamente(1). Deve-se notificar e investigar os casos graves de manifestações locais, os abscessos e os surtos(1).