Qual a conduta frente a infecção urinária em gestantes? Quais as repercussões para o feto?

As gestantes diagnosticadas com infecção do trato urinário (ITU) não complicada, as cistites, devem ser tratadas com antibióticos ambulatorialmente, sendo que a escolha precisa estar direcionada para cobertura de germes comuns, além da observância da disponibilidade de acesso ao medicamento e pode ser modificada após a identificação do agente e a determinação de sua susceptibilidade pelo antibiograma(2).

Habitualmente, os antibióticos utilizados incluem a Nitrofurantoína 100 mg, uma cápsula, de 12/12 horas, por 5 a 7 dias (evitar após a 36ª semana de gestação, devido ao risco de hemólise em pacientes com deficiência de G6PD); Cefalexina (500 mg), uma cápsula de 6/6 horas, por 5 a 7 dias; Amoxicilina-clavulanato (500 mg), uma cápsula, de 8/8 horas, por 5 a 7 dias. A urocultura é repetida após 07 dias de finalizado o tratamento(2-7).

Já a gestante com ITU complicada deve ser encaminhada para unidade hospitalar.

A ITU na gestação está associada à rotura prematura de membranas, ao aborto, ao trabalho de parto prematuro, à corioamnionite, ao baixo peso ao nascer, à infecção neonatal, além de ser uma das principais causas de septicemia na gravidez(1).

A ITU complicada está associada a anormalidades estruturais ou funcionais do trato urinário e se caracterizam por envolvimento de grande variedade de patógenos com maiores resistências aos antimicrobianos. São sinais de ITU complicada, a presença de febre, taquicardia, calafrios, náuseas, vômitos, dor lombar, com sinal de Giordano positivo e dor abdominal(2).