Qual a utilidade do teste de Schiller e quando encaminhar pacientes com achados alterados para colposcopia?

O teste de Schiller tem a finalidade de demarcar áreas de epitélio escamoso cervico-vaginal, que é rico em glicogênio e, portanto, adquire uma coloração marrom-escuro. Áreas pobres em glicogênio adquirem uma tonalidade de amarelo suave, caracterizando um teste de Schiller positivo. Esta alteração não significa, necessariamente, a presença de lesão suspeita de neoplasia, devendo ser correlacionada com a clínica e com outros exames como o citopatológico e a colposcopia.
O teste de Schiller pode estar alterado em muitas situações de caráter e evolução benignos, como os cistos de Naboth e as ectopias. As ectopias se apresentarão como áreas não coradas em contiguidade com o orifício cervico-uterino.
Quando houver áreas não coradas pelo lugol que não estejam em contiguidade com o orifício cervico-uterino e que não apresentem características clínicas de cistos de Naboth as pacientes devem ser encaminhadas para avaliação colposcópica.
Mulheres pós-menopáusicas com mucosa vaginal atrófica, a coloração pode não ser uniforme, ou o colo adquire uma tonalidade mais fraca, até amarelada; neste caso o teste é normal designado como “iodo-claro”
Infelizmente, não encontramos imagens de colo uterino com alterações, somente uma com um teste de Schiller negativo (iodo positivo).

 

SOF relacionada: Em que casos são indicados realizar o Teste de Schiller?

Bibliografia Selecionada

  1. Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: Artmed; 2004.
  2. Freitas, Fernanda. Rotinas em Ginecologia. 4a ed. Porto Alegre: ArtMed; 2001.