Qual a validade da eletroneuromiografia e do raio-x de coluna cervical em pacientes com LER em membros superiores?

A eletroneuromiografia (ENMG) permanece sendo o meio mais efetivo de identificar e classificar um distúrbio que afeta os membros superiores. Pinçamentos focais dos nervos radial, ulnar e mediano são geralmente fáceis de determinar através desse procedimento.
O examinador procura evidências de desmielinização (diminuição da velocidade ou bloqueio da condução nervosa) nos segmentos afetados dos nervos, como o nervo mediano na síndrome do túnel do carpo. Como o quadro clínico é geralmente característico, a ENMG é geralmente confirmatória e ajuda a avaliar a gravidade da lesão.
Em lesões do plexo braquial, as anormalidades geralmente aparecem em diversos nervos originados da mesma região do plexo, como o tronco superior.
O estudo de condução através do plexo não costuma ser realizado por razões técnicas, impossibilitando revelar os achados de desmielinização. Assim, o teste é realizado nos segmentos distais (no caso do tronco superior, nervos mediano, radial e musculocutâneo) tentando-se encontrar a perda de condução axonal.
Outra forma de detecção de lesão proximal é o estudo com agulhas dos músculos inervados pelas respectivas fibras.
Na radiculopatia, as respostas sensitivas são mantidas, pois a lesão é proximal ao gânglio dorsal. Os estudos motores também podem ser normais, a não ser que as raízes de C8 a T1 sejam afetadas. As anormalidades são identificadas apenas com o exame por agulhas e afeta os músculos derivados das raízes envolvidas.
Exames radiológicos da coluna cervical em extensão e flexão podem ser úteis em detectar instabilidade cervical e demonstram o grau de degeneração osteoarticular.
A diminuição do espaço discal pode sugerir hérnia de disco. A retificação da lordose cervical fisiológica pode indicar espasmo muscular paravertebral. Lesões osteolíticas também podem ser identificadas.
Em caso de LER de membros superiores, a anamnese e o exame físico é que irão direcionar para a principal suspeita clínica.
A presença de sintomas sensitivos e motores sugere o comprometimento de nervos periféricos. A eletroneuromiografia pode apresentar correlação clínica se demonstrar alteração da condução em inervação correspondente à área detectada pelo exame físico.