Qual deve ser a conduta de seguimento dos casos de COVID-19 em relação à cura?

No guia epidemiológico do Ministério da Saúde não se fala em cura, mas em alta após isolamento e resolução de sintomas. A alta é definida pela gravidade, pelo tempo a ser cumprido e por critérios clínicos, como ausência de sintomas como febre sem uso de antitérmicos e sintomas nas últimas 24 hs do tempo estipulado(1). Vale lembrar que mesmo após a alta o paciente deve usar os equipamentos de proteção individual e praticar medidas de higiene como lavar as mãos. Os dados disponíveis indicam que pessoas com COVID-19 leve a moderada podem transmitir o vírus não mais que 10 dias após o início dos sintomas. Pessoas com doença mais grave a crítica ou pessoas imunocomprometidas, provavelmente podem transmitir o vírus não mais que 20 dias após o início dos sintomas.(2)

Não deve ser realizado novamente o RT-PCR para confirmar a cura. As pessoas recuperadas podem continuar apresentando o RNA detectável de SARS-CoV-2 nas amostras respiratórias superiores por até 12 semanas, após o início da doença, embora em concentrações consideravelmente mais baixas que durante a doença, em faixas nas quais o vírus competente para replicação não foi recuperado com segurança e que a possibilidade de infecção é improvável.(2)

Para casos confirmados de COVID-19 em indivíduos severamente imunocomprometidos, a estratégia baseada em testagem laboratorial (RT-qPCR) deve ser considerada, a critério médico, para descontinuidade do isolamento.(1)