Qual deve ser o esquema de imunização para pacientes esplenectomizados?

Segundo dados do Manual dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, do Ministério da Saúde, a indicação para pacientes esplenectomizados deve seguir as seguintes orientações:

  • Sarampo, rubéola, caxumba (MMR): rotina (a mesma que para não esplenectomizados);
  • BCG: rotina;
  • Anti-pólio: rotina;
  • DTP: rotina;
  • Hib: – 3 doses em usuários com 2 a 6 meses de idade em intervalo de 60 dias;
  • 2 doses em usuários com 7 a 11 meses de idade (4 a 8 semanas de intervalo), não previamente vacinados;
  • dose única para aqueles com idade entre 1 e 19 anos.

Pneumococo:

  • PPV-23: dose única para aqueles com idade maior ou igual a 5 anos. Reforço a cada 5 anos.
  • PPV-7: 2 ou 3 doses (conforme idade) com intervalos de 60 dias para crianças com menos de 5 anos de idade. Reforços após os 2 anos de idade devem ser realizados com PPV-23 de 5-5 anos.

Obs: nos casos de esplenectomia eletiva, a vacina dever ser aplicada pelo menos 2 semanas antes da cirurgia.

Varicela:

  • A partir de 1 ano de idade.
  • 1 dose em menores de 13 anos;
  • 2 doses (com intervalo de 4-8 semanas) em maiores de 13 anos.

Influenza:

  • deve ser realizada anualmente antes do inverno.
  • dose única para maiores de 8 anos;
  • 2 doses (ver doses que variam conforme faixa etária) com intervalo de 4-6 semanas para crianças entre 6 meses e 8 anos de idade

Meningococócica conjugada (MncC):

  • está indicada a partir dos 2 meses de idade.
  • – Em menores de 1 ano, 2 a 3 doses (depende do laboratório produtor), com intervalos de 2 meses
  • – Em maiores de 1 ano, dose única

Hepatite B:

  • Indicada para aqueles que nunca fizeram uso. Seguir esquema habitual: 3 doses com intervalo de 1 mês entre primeira e segunda dose e 6 meses entre a primeira e terceira dose.

Hepatite A:

  • 2 doses com intervalo de 6 meses (ver dose adulta/pediátrica a depender do produtor).

 

Bibliografia Selecionada

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual dos centros de referência para imunobiológicos especiais. 3a ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/livro_cries_3ed.pdf. Acesso em: 06 maio 2015
  2. Guidelines for the prevention and treatment of infection in patients with an absent or dysfunctional spleen. Working Party of the British Committee for Standards in Haematology Clinical Haematology Task Force. BMJ. 1996 Feb 17;312(7028):430-4. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2350106/pdf/bmj00529-0046.pdf. Acesso em: 06 maio 2015