Qual é a diferença entre cisto e nódulo? Como podemos explicar mais facilmente esta diferença para a população?

Cisto pode ser definido como qualquer cavidade ou saco fechado preenchido por líquido, revestido por epitélio. Os cistos podem ser normais ou anormais com tecidos neoplásicos ou não neoplásicos. Entre os mais comuns cita-se: cisto sebáceo (derme); cisto renal; cisto sinovial (nas regiões articulares, se desenvolve na membrana sinovial) e o cisto mamário. Na grande maioria não estão associados com lesões neoplásicas.
Nódulo é uma lesão sólida elevada com mais de 1 cm de diâmetro. Geralmente é bem delimitada e de origem epitelial ou conjuntiva. Entre seus exemplos cita-se: nódulo mamário, nódulo “de pele” (qualquer formação sólida localizada na hipoderme, geralmente mais perceptíveis pela palpação do que pela inspeção); nódulo de tireóide e nódulo hepático.
O nódulo pulmonar, apesar de não pode ser considerado uma lesão elevada, assim é chamado por ser uma lesão sólida, geralmente visualizada somente por métodos de imagem (ex.: radiografias, tomografias computadorizadas). Nódulos de tireóide, mama, pulmão e fígado são comumente motivos de preocupação para o médico e paciente, pois devem ter a hipótese diagnóstica de neoplasia maligna (câncer) descartada.
Um nódulo pulmonar pode ter um significado totalmente diferente de um furúnculo que inicialmente pode aparecer como uma lesão de pele descrita como um nódulo endurecido.
Da mesma forma dá-se a comparação entre um cisto renal septado (dividido por septos) e um cisto sinovial. Dado estes exemplos, é importante frisar que a explicação da diferença entre nódulo e cisto deve ser baseada na demanda individual de cada caso, pois são definições histopatológicas de pouca serventia para a população como um todo.

Bibliografia Selecionada

  1. Terminologia Decs/Mesh [Internet]. Biblioteca Virtual em Saúde. São Paulo. 2009 [citado 2009 Out 21]. Disponível em: http://www.bireme.br/php/decsws.php?lang=pt
  2. Porto CC. Exame clínico: bases para a prática médica. 3a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1996.