Qual é a orientação atualizada do Ministério da Saúde para rastreamento e prevenção do câncer da próstata?

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) não recomenda o rastreamento do câncer de próstata, pois não há evidência científica que isto traga mais benefícios do que riscos.(1)

”Em consonância com as evidências científicas disponíveis e as recomendações da OMS, a organização de ações de rastreamento para o câncer da próstata não é recomendada. Homens que demandem espontaneamente a realização do exame de rastreamento devem ser informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a essa prática e posteriormente definirem em conjunto com a equipe de saúde pela realização ou não do rastreamento.”(1)

Em relação a homens com idade superior a 75 anos e assintomáticos a recomendação é da não adoção do rastreamento de câncer da próstata, pois existe nível adequado de evidência mostrando que essa estratégia não é eficaz e que os danos podem superar os benefícios.(1) Durante as consultas, os homens que não desejam realizar o rastreamento não devem ser induzidos a fazer(1,2). Caso os homens busquem atendimento para realizar os exames de rastreamento é muito importante que eles sejam esclarecidos sobre os riscos envolvidos nessa prática. A decisão de realizar ou não deve ser sempre compartilhada entre paciente e médico. Além disso, é essencial abordar nas consultas outros temas variados relacionados a saúde do homem. Não deixe de abordar temas como mudança de estilo de vida, cessação de tabagismo, redução do consumo de açúcar e alimentos industrializados, estímulo a perda de peso no combate a obesidade/sobrepeso, prática de exercícios físicos.