Qual é o tratamento para doença mão-pé-boca?

O manejo da doença mão-pé-boca é feito com medidas de suporte e medidas para controle da infecção. Não há terapia específica para a doença.

Medidas de suporte •Analgésicos, como paracetamol, e anti-inflamatórios, como ibuprofeno, para o alívio da dor e do desconforto causado pela febre e pelas lesões orais. •O uso de medicamentos tópicos orais contendo lidocaína e demais agentes anestésicos é desaconselhado devido à falta de evidência de benefício, ao risco de toxicidade sistêmica e reação alérgica e à dificuldade de aplicação em crianças pequenas. •Boa ingesta hídrica. Crianças com incapacidade de manter a hidratação adequada através da ingestão de líquidos devem ser hospitalizadas. Medidas para controle da infecção •Estimular a lavagem das mãos dos pacientes, várias vezes ao dia, especialmente antes da alimentação, após contato com as lesões e após o uso do banheiro. •Orientar os cuidadores a também adquirirem o hábito da lavagem frequente das mãos, especialmente após as trocas das fraldas de crianças infectadas, antes do preparo dos alimentos e antes de alimentá-las. •Evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar). •Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir. •Manter um nível adequado de higienização da casa, das creches e das escolas. •Evitar o compartilhamento de itens pessoais como colheres, copos e demais utensílios, lembrando sempre de lavá-los adequadamente com água e detergente após o uso. •Lavar superfícies, objetos e brinquedos que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes com água e sabão e, após, desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa). •Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas. •Crianças febris, indispostas, com vesículas rompidas ou com sialorreia devem ser afastadas da creche ou escola até a melhora clínica. •Pacientes hospitalizados devem ser submetidos a isolamento de contato. O afastamento da criança da creche e da escola não é capaz de evitar por completo a disseminação da doença. O contágio é maior na primeira semana da doença. No entanto, a transmissão do vírus pode ocorrer em crianças assintomáticas e durante várias semanas após a resolução dos sintomas.