Qual o tratamento para rânula em assoalho bucal?

A marsupialização tem sido sugerida como terapia de primeira escolha no tratamento das rânulas, devido à simplicidade e ausência de complicações na realização da técnica, embora outras técnicas como a enucleação e a enucleação com extirpação da glândula envolvida possam também ser utilizadas(1). A marsupialização é a forma de tratamento mais utilizada para as rânulas não mergulhantes(1). A enucleação da lesão e da glândula sublingual, com acesso intra-oral, é a opção de tratamento que apresenta o menor índice de recidiva, mas está reservada para os casos de rânula tratados com marsupialização sem sucesso(1). Enucleação da lesão através de acesso cervical, associada a excisão da glândula sublingual, ou não, é um procedimento pouco indicado, devido à dificuldade do acesso cirúrgico, além das possíveis sequelas e só pode ser indicada em raros casos, como em rânulas cervicais recidivantes(1). No entanto, o laser de CO2, com vaporização pura ou com associação à excisão da glândula sublingual, é a técnica mais atual de tratamento; ela minimiza as complicações cirúrgicas e a recorrência. Nos casos de sialolitíase associada, o cálculo é removido cirurgicamente.(1,2)

Complementação: É indicada a realização da radiografia oclusal para verificar se há alguma área radiopaca sugestiva de sialolito(1,2). A técnica de marsupialização se inicia com anestesia por bloqueio de campo, incisão da mucosa do assoalho bucal e da porção superior do cisto, causando o extravasamento de um conteúdo mucosseroso(1,2). Com o auxílio de uma pinça unindo os dois epitélios, da mucosa de revestimento e da glândula, é feita uma sutura com fio Seda 4.0, contínua, propiciando uma via de eliminação do fluído para fora dos tecidos(1). O material removido é encaminhado ao exame anatomopatológico(1). A remoção da sutura é realizada após duas semanas(1). É importante o acompanhamento do paciente após quatro meses para verificar se há sinais de recidiva da lesão(1,2,3). Atributos da APS: Acesso: Agilizar o acesso a consulta odontológica para prevenção de complicações no pós-operatório é um importante atributo da atenção básica. Longitudinalidade/Integralidade: O acompanhamento odontológico da comunidade assistida pela Estratégia Saúde da Família (ESF) desde a primeira infância faz parte do processo de promoção da saúde bucal das populações, assim como, a integralidade do sistema encaminhando os casos que necessitem de tratamento especializado aos Centros de Especialidades Odontológicos (CEOs) de cada região.