Quando está indicado realizar quimioprofilaxia com Oseltamivir?

Após exposição a caso suspeito ou confirmado de influenza, recomenda-se a realização de quimioprofilaxia com oseltamivir para os seguintes casos:
– pessoas com risco elevado de complicações, não vacinadas ou vacinadas há menos de duas semanas;
– crianças com menos de 9 anos de idade, com condições ou fatores de risco, primovacinadas, no intervalo entre a primeira e a segunda dose ou com menos de duas semanas após a segunda dose;
– pessoas com graves deficiências imunológicas (exemplos: pessoas que usam medicamentos imunossupressores; pessoas com HIV e imunodepressão avançada) ou outros fatores que possam interferir na resposta à vacinação contra a influenza.

Recomenda-se também a quimioprofilaxia para residentes de alto risco em instituições fechadas e hospitais de longa permanência, durante surtos de influenza na instituição (mais de dois casos no mesmo local). Outras indicações: - profissionais de laboratório, não vacinados ou vacinados a menos de 15 dias, que tenham manipulado amostras clínicas de origem respiratória que contenham o vírus influenza sem uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). - Trabalhadores de saúde, não vacinados ou vacinados a menos de 15 dias, que estiveram envolvidos em procedimentos invasivos geradores de aerossóis ou manipulação de secreções de caso suspeito ou confirmado de influenza sem o uso adequado de EPI. A quimioprofilaxia com antiviral é recomendada somente se puder ser iniciada até 48 horas após a exposição. No entanto, não está indicada para pessoas sem condições ou fatores de risco. A quimioprofilaxia indiscriminada não é recomendada, pois pode promover o aparecimento de resistência viral. A decisão de indicar a quimioprofilaxia para outros grupos deve ser baseada tanto no risco individual de complicações, como no grau de exposição. Uma abordagem alternativa para esses pacientes envolve o tratamento precoce caso apresentem sintomas. Se o suprimento de antivirais for limitado, deve-se dar preferência para aqueles grupos gravemente doentes ou em maior risco para complicações, como por exemplo, transplantados e indivíduos com infecção avançada pelo HIV (com CD4 abaixo de 200 células/mm³). A quimioprofilaxia com oseltamivir não substitui a vacinação, que deve ser indicada para os grupos de risco, pois é a medida mais efetiva para prevenção da influenza grave e de suas complicações.