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Segunda Opinião Formativa

Apresentação geral sobre SOF: antecedentes, fluxo de produção, critérios de avaliação, indicadores de acesso (pdf)

1)  O que é a Segunda Opinião Formativa?

A Segunda Opinião Formativa (SOF) no contexto da BVS APS é uma fonte de informação que apresenta como conteúdo as perguntas e respostas baseadas em boa evidência relacionadas com os problemas prioritários de atenção primária à saúde (APS).  As SOF são originadas de teleconsultorias que tratam de assuntos relevantes para o SUS e com possibilidade de responder a dúvidas e necessidades de outros trabalhadores da saúde, com vistas à ampliação da capacidade resolutiva em casos ou situações semelhantes.

As SOF são elaboradas pelos Núcleos de Telessaúde (NT) seguindo uma estrutura definida que organiza o conteúdo, passam por um processo de revisão por um profissional com experiência na atenção primária à saúde (APS), e por fim são indexadas e publicadas na BVS APS.

A coleção, portanto, é composta por perguntas e dúvidas originadas pelas Equipes de Saúde da Família vinculadas aos Núcleos de Telessaúde em funcionamento no âmbito do Programa Telessaúde Brasil Redes. E, pode ser considerada como um exemplo de “tradução do conhecimento” já que sintetiza a melhor evidência disponível e apoia os profissionais da saúde nas questões práticas diárias.

2)  Como as SOF são produzidas?

A produção e publicação das SOF na BVS APS segue uma metodologia, fluxo de produção específicos.

Fluxo de produção

1– Seleção das perguntas, dúvidas clínicas ou dúvidas relacionadas ao processo de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS), originadas de teleconsultorias (assíncrona ou síncrona) atendidas pelos Núcleos de Telessaúde no âmbito do Programa Telessaúde Brasil Redes, e que geraram material escrito. A seleção deve ser feita com base na relevância e pertinência da pergunta ou dúvida para APS e Equipes de Saúde da Família do SUS, e as teleconsultorias são selecionadas como potenciais SOF.

2– Produção da resposta estruturada pelos Núcleos de Telessaúde, de acordo com os Termos de Referência, com indicação evidência que respalda a resposta (referência bibliográfica). É importante evidenciar os resultados e indicações de diretrizes clínicas, revisões sistemáticas e outros estudos de melhor nível de evidência disponível. Tanto na pergunta como na resposta, o anonimato (do paciente, da pessoa ou grupo de pessoas envolvidas no caso) deve ser mantido. E a resposta deve ser direta, clara e com linguagem e conteúdo adequado ao tipo de profissional que originou a pergunta.

3 – Envio da potencial SOF para BIREME para revisão e validação, com base em critérios de pertinência e relevância para APS, assim como clareza e completeza da resposta, e seguimento dos termos de referência definido.

4- Revisão das potenciais SOF - o processo de revisão e avaliação é realizado por consultor com especialidade em Medicina de Família e Comunidade e experiência na APS, externo ao Núcleo de Telessaúde responsável pela autoria da SOF. As SOF aprovadas são publicadas na BVS APS. As SOF não aprovadas ou indicadas para ajustes são devolvidas ao Núcleo de Telessaúde responsável.

5– Publicação da SOF – as SOF aprovadas pelo revisor são indexadas de acordo com o DeCS/MeSH e CIAP2, registradas na base de dados com inclusão de links para outras SOF relacionadas ao tema, e publicadas na BVS APS.

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3) Como é estruturado o conteúdo de uma SOF?

A SOF tem uma estrutura definida de conteúdo composta pelos seguintes elementos:

Campo 1 – Pergunta
Representa a pergunta ou dúvida que foi respondida, sem mencionar nomes de pacientes ou pessoas. Deve ser reformulada a partir da dúvida/pergunta da teleconsultoria, o mais direta e curta possível, evitar uso de siglas e formas abreviadas. Tamanho máximo sugerido: 1 linha

Campo 2 – A resposta baseada em evidências
A resposta à pergunta deve ser apresentada já no primeiro parágrafo. As informações complementares podem vir a seguir, mas apenas aquelas que ajudam para o entendimento do caso. A resposta deve ser explicada de acordo com as evidências que a embasam. Não necessariamente precisa fazer citação de autores na resposta, basta indicar o número da referência da evidência aplicada. O texto da resposta pode dividir as informações em subtítulos, se necessário. É muito importante que a linguagem e o conteúdo da resposta sejam apropriados à categoria profissional a qual vai dirigida a resposta. Evite siglas e formas abreviadas. É possível incluir quadros, tabelas, imagens para facilitar a sistematização da resposta. Tamanho máximo sugerido: 1 página (4 parágrafos)

Campo 3 – Categoria da evidência
A resposta sintetizada, mas completa, deve incluir a força da recomendação usando os critérios elaborados pelo Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM). Deve ser explicada a opção tomada e as evidências que a embasam, indicando as referências bibliográficas dos principais estudos que definiram a opinião de resposta. Nota: este elemento de conteúdo está sendo revisado.

Campo 4 – Bibliografia aplicada
Referências bibliográficas da evidência que embasou a resposta (padrão Vancouver). Incluir somente a evidência de fato utilizada, a qual deve ser atualizada, adequada ao contexto do SUS e a de maior grau de evidência disponível. A SOF não requer de uma revisão da literatura. Uma outra SOF já publicada na BVS APS pode ser citada como referência. E sempre que possível indicar o link para o texto completo da evidência citada. Número máximo sugerido: 3 referências

Campo 5 – Profissional solicitante

Categoria do profissional que solicitou a teleconsultoria. Isto significa que a resposta deve ser elaborada com linguagem apropriada (técnica) ao tipo de categoria profissional indicado. Exemplo: médico, enfermeiro, dentista, agente comunitário, gestor, outro.

Campo 6 – Temática/assunto
Indicar os descritores e/ou termos que representam a área temática e o assunto da SOF:
- Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH)
- Descritores CIAP2 da Classificação Internacional de Atenção Primária.
- Áreas Temáticas (ver a lista)

Exemplo:
Descritores DeCS: Varicela
Descritores CIAP2: A72 Varicela

Campo 7 – Responsabilidade/Autoria
Nome completo do Teleconsultor/Telerregulador/Núcleo Telessaúde responsável pela elaboração da SOF

Campo 8 - Data da publicação
Data da publicação da SOF na BVS APS. Este dado será gerado no momento de publicação da SOF na BVS APS.

4)  Quais são os temas tratados na SOF?

As áreas temáticas das SOF abrangem perguntas ou dúvidas relacionadas com:

- Apoio ao Diagnóstico
- Apoio ao Tratamento
- Cuidados de Enfermagem
- Cuidados Primários de Saúde
- Processo de Trabalho na APS
- Promoção da Saúde
- Saúde Bucal
- Saúde da Criança
- Saúde da Mulher
- Saúde do Homem
- Saúde do Idoso
- Saúde do Jovem e Adolescente
- Saúde Mental
- Sinais e Sintomas

Veja a definição das áreas temáticas

5)  Quem pode submeter uma SOF para publicação na BVS APS?

Apenas os Núcleos Técnico-Científicos de Telessaúde (NT) pertencentes ao Programa Telessaúde Brasil Redes podem submeter uma SOF para publicação na BVS APS.

6)  Como submeter uma SOF para publicação na BVS APS?

Os Núcleos Técnico-Científicos podem enviar a SOF preenchendo o formulário Submissão de SOF para a BVS APS .

7)  Toda teleconsultoria pode ser transformada em SOF?

É importante ressaltar que, a SOF é decorrente de uma Teleconsultoria, mas nem toda Teleconsultoria gera uma SOF. Assim, para que uma Teleconsultoria possa ser considerada como uma potencial SOF, ela deve apresentar as seguintes características:

a)  Assunto relevante e abrangente à APS, podendo ser de caráter clínico (ex. HAS, DM, asma, DPOC, dengue, puericultura, etc) ou sobre processos de trabalho e legislação (agendamento, legislação ESF, NASF, etc).
As questões relacionadas com os problemas comuns de saúde; relações entre os indivíduos, suas famílias e comunidades; processo de trabalho das ESF; casos clínicos de pacientes e questões de saúde complexas e interdisciplinares são as efetivas candidatas a SOF.

b)  Situações de saúde bem definidas, uma vez que é difícil criar uma SOF com situações muito complexas e específicas.
Exemplo: paciente de 53 anos, HAS em uso de tais medicações, com exames tais, devo trocar tal medicamento?

c)  Adequação de linguagem para o público que se propõe (ex. médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, pacientes).

d)  Referências bibliográficas contendo indicação de pelo menos um da APS e uma referência internacional, exceto em questões específicas (ex. NASF). Ainda assim, trabalho em equipe multidisciplinar possui muita literatura no exterior. Além disso, referências devem ser atualizadas (últimos 5 anos), e no máximo 4 referências, se possível.

e)  Parágrafo inicial curto respondendo a pergunta/dúvida, de forma objetiva e direta; parágrafos complementares ampliando a discussão do assunto, (solicitante lê se quiser), relação com atributos da APS, etc conforme recomenda o Manual de Telessaúde para Atenção Básica (leitura recomendada).

f)  Indicação do grau de evidência e nível de recomendação usando os critérios elaborados pelo Projeto Diretrizes, iniciativa conjunta da Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM). – Nota: este elemento do conteúdo está sendo revisado.

8) Como disponibilizar a SOF da BVS APS em outros sites?

A BVS APS disponibiliza o serviço de Really Simple Syndication (RSS) feeds, permitindo que as SOF publicadas sejam compartilhadas em outros sites, facilitando assim a leitura atualizada sempre que um novo conteúdo for publicado na BVS APS.

 

Saiba mais:

- Apresentação geral sobre SOF: antecedentes, fluxo de produção, critérios de avaliação, indicadores de acesso (pdf)
- Fluxo de produção de SOF (pdf)
- Termo de Referência para submissão de SOF (pdf)
- Manual de Telessaúde para Atenção Básica / Atenção Primária à Saúde (pdf)