Qual propedêutica inicial diante de um paciente com nódulo tireoidiano?

Diante desses pacientes, a anamnese e exame físico detalhados devem ser realizados para buscar condições associadas a um maior risco de malignidade. Como propedêutica complementar, o TSH sérico deve ser solicitado na avaliação inicial do nódulo tireoidiano, principalmente para excluir a possibilidade de ele ser autônomo ou hipercaptante (Nível A)¹. Nódulos autônomos ou hipercaptantes raramente são malignos, excluindo, portanto, a necessidade de punção aspirativa por agulha fina (PAAF) desses.
A ultrassonografia cervical deverá ser realizada em todo paciente com nódulo tireoidiano (Nível A)¹, enquanto demais exames de imagem, tomografia computadorizada (TC, ressonância nuclear magnética (RNM) e PET-Scan) são usualmente desnecessários (Nível B)¹.
A cintilografia é importante para avaliar a captação do nódulo, estando indicada na suspeita de nódulo hiperfuncionante (TSH baixo ou subnormal) (Nível A)¹, para um diagnóstico preciso do adenoma tóxico ou do bócio multinodular tóxico². Nessas situações é aconselhado que o médico da APS acompanhe o paciente conjuntamente com o especialista focal (endocrinologista).

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Bibliografia Selecionada

  1. Maia ALS, Ward LS, Carvalho GA, Graf H, Maciel RMB, Maciel LMZ, et al. Nódulos de tireóide e câncer diferenciado de tireóide: consenso brasileiro. Arquivos brasileiros de endocrinologia & metabologia [Internet]. 2007 [citado 2014 Jan 10];51(5):867-93. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302007000500027&script=sci_arttext Acesso em: 22 jul 2014.
  2. Vilar L. Endocrinologia Clínica. 5a ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013.